Clube de Cervejas fez empresário faturar R$ 12 milhões em 2017

Cerveja artesanal é o produto e a entrega em casa é o serviço do Clube do Malte.

A ideia é de Douglas Salvador, gaúcho de 40 anos, que viajou para o Chile e voltou para o Brasil cheio de ideias e entusiasmo para abrir o próprio negócio.

Antes mesmo do anseio em se tornar empreendedor, Douglas já tinha contatos com o mercado cervejeiro. Douglas é formado em Engenharia Civil, mas trabalhava em uma agência de publicidade.

Na agência, ele foi responsável pela gestão da marca de uma cervejaria. Foi a partir de então que Douglas passou a se interessar pelo mercado de cervejas e, consequentemente, a conhecer cava vez mais sobre o setor.

Motivação

No Chile, Douglas conheceu uma vinícola. Era o que faltava para que ele decidisse abrir a empresa. Então, em 2009, ele deixou o emprego na agência de publicidade e fundou o Clube do Malte.

Eu vi que o vinho tinha um maior valor agregado, e percebi que a cerveja seria a próxima onda” explica ele.

Douglas começou a empresa com uma loja física única, mas decidiu expandir o negócio com o passar do tempo. E essa expansão se deu no comércio eletrônico.

Além das cervejas, principal produto do seu negócio, ele passou a vender também camisetas e abridores pela internet.

O manifesto da empresa, disponível no site oficial, esclarece a peculiaridade do negócio ao explicar que seus clientes “querem, acima de tudo, uma experiência diferente”, além de vender a cerveja como um produto que é “tão sedutor que está atraindo milhares de novos consumidores todos os dias no Brasil. São pessoas que, como nós, estão cansadas de produtos chatos, sem personalidade e sem qualidade”.

Clube de Assinaturas

Hoje, os clientes também podem participar de um clube de assinaturas de cervejas. A empresa conta, atualmente, com oito mil sócios e já vendeu para mais de 35 mil pessoas.

Douglas revela que 30% da receita total da empresa é advinda do clube de assinaturas. Os números surpreendem, e o faturamento anual de 2017 na casa dos R$ 12 milhões comprova o sucesso do negócio.

A ideia do clube de assinaturas é uma das inovações da empresa de Douglas. Através dele, o assinante do clube recebe cervejas em casa, organizadas em um kit temático.

Nesse mês de março, por exemplo, as cervejas belgas protagonizam o kit, que também conta com uma taça personalizada e uma revista lifestyle para os cervejeiros de carteirinha.

Para fazer parte do clube, o cliente deve fazer um cadastro que está disponível no site da empresa. No momento do cadastro, ele deve optar por receber duas ou quatro cervejas em seu kit. Os preços variam entre 54,90 e 84,90, dependendo das preferências do cliente que se interessar pela proposta.

A empresa trabalha apenas com bebidas alcoólicas importadas ou artesanais produzidas no território nacional.

A partir desse mês, uma novidade está sendo oferecida para os clientes. É a opção de incluir mais itens em sua caixa mensal como cosméticos e lâminas de barbear.

Trata-se de um novo plano de assinatura que foi criado. Este plano ganhou o nome de “Smart” e terá seu preço reajustado conforme o tipo de produto escolhido pelo assinante.

A preferência dos cervejeiros brasileiros

Em 2017, Douglas encomendou uma pesquisa para descobrir os hábitos e as preferências dos consumidores de cerveja no Brasil.

O objetivo era identificar o padrão de consumo de cervejas no Brasil. Entre outros resultados que foram apresentados pela pesquisa, está a questão de os brasileiros preferirem bebidas alcoólicas mais amargas e aromáticas.

A pesquisa mencionada foi de grande relevância para que Douglas adaptasse a sua empresa e o respectivo clube de assinaturas às predileções dos potenciais consumidores. Fonte: Pegn.

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