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Porque não usar um software crackeado pirata em seu restaurante

A pirataria de softwares tem se espalhado como uma praga, e muitos usuários da Internet ficam tentados a fazer uso desses pacotes de programas falsificados disponíveis no mercado, principalmente online.

Embora as alternativas contrárias a compra do software original pareçam atraentes ao primeiro olhar, ao longo do tempo você vai aprender da pior maneira porque você não deve confiar em versões piratas do software que você espera adquirir a um preço muito mais baixo. Com tantos perigos e medo de causar dano significativo ao seu computador ou até mesmo às suas finanças, você acha que essas barganhas valem à pena? Confira a seguir os perigos que envolvem o uso de softwares piratas, o que realmente é a pirataria, quais são os alvos da pirataria, as razões pelas quais as pessoas pirateiam e como se proteger dessas ameaças.

 O que é pirataria?

Ao invés de usar um software original para computadores, existem cópias que são vendidas por um preço muito mais barato ou distribuídas gratuitamente para o público. Portanto, ao contrário de comprar o produto que você quer de vendedores certificados, existem soluções menos caras que incluem softwares piratas.

Copiar a propriedade de outros é algo que claramente tem sido adotado por muitas pessoas ao redor do mundo apesar das desvantagens que isso oferece, em função do baixo preço. Aparentemente, a pirataria visa àqueles que buscam as melhores ofertas e não hesitam em comprometer os padrões de qualidade dos produtos que usam, em nome da economia. A grande maioria das pessoas está certa de que mercadorias pirateadas vão, em última análise, economizar uma boa quantidade de dinheiro para o comprador. No entanto, será que isso é verdade?

 Razões para evitar softwares piratas

Existem vários perigos que softwares piratas oferecem, os quais deveriam prevenir você de até mesmo pensar em comprar esses produtos para seu computador. Alguns desses riscos são evidentes e estão provavelmente na ponta da língua de cada um, enquanto outros são um pouco mais difíceis de serem percebidos. Quais são os perigos que eventualmente vão convencer você a não comprar softwares que não são originais e totalmente certificados?

  • Primeiramente, é ilegal: uma vez que existe o software autêntico disponível para venda, nem é preciso dizer que qualquer outra versão além desta é ilegal. Você não é livre para comprar um software pirata, pois existe violação de direitos autorais e você corre o risco de sofrer penalidades severas. Imagine que alguém tenha tomado vantagem de seu próprio trabalho e vendido ele para o mundo, porém sem oferecer a você o lucro que lhe é direito. Provavelmente você ficaria com raiva se algo como isso acontecesse, não é mesmo? Bem, o mesmo acontece com as empresas que estão vendendo seus softwares para o público. É por isso que elas têm defendido seu trabalho duro com garantias legais e têm a certeza que os seus direitos são sólidos e eternos.
  • Sem suporte ao cliente disponível: compartilhamento de arquivos e pirataria pode parecer ótimo para alguém que quer economizar dinheiro, mas pense nisso por um momento: e se algo der errado e você precisar de assistência profissional? Não existe suporte ao cliente para você, já que você não comprou um produto original de uma empresa legítima. Então, você vai ter que descobrir como resolver o problema por si mesmo. E não existe exceção para tempos de crise!
  • Sem atualizações para seu produto: apesar de você preferir ter seu software atualizado de tempos em tempos e adquirir a última versão disponível do mesmo, você tem que se contentar com o único tipo e versão do software que você realmente comprou. Como não há nada de legítimo envolvendo o software pirata, faz todo o sentido porque atualizações e upgrades não estão incluídos. Na verdade, você arrisca ser penalizado quando tenta atualizar e conectar ao software original.
  • Perigo de o computador falhar: quando você compra um software pirata, é muito provável que você esteja mergulhando em águas escuras sem idéia do que está prestes a ver debaixo d'água. Embora esteja comemorando o fato de que você economizou alguns reais ao não comprar o software autêntico, há sinais de alerta em todos os lugares que devem impedi-lo de concluir a aquisição e instalação do software. Danos graves podem ser causados ao seu computador por malwares e spywares inclusos na cópia do software que você recebeu. Algumas vezes, tal dano não pode ser reparado, e você acaba gastando muito mais dinheiro ligando para especialistas ou até mesmo comprando um novo computador. Não se deixe levar pela informação de um software original pode ser obtido através de sites obscuros ou estranhos, onde é muito mais que provável que você esteja comprando um software pirata!

Proteja a si mesmo

Existem algumas simples (porém muito efetivas) orientações que podem te ajudar a se afastar de todos os problemas relacionados à pirataria. Você deve seguir essas regras e tirar o máximo proveito de sua segurança online, seja se você está interessado em pirataria da Microsoft ou qualquer outra versão pirata de um software que pareça caro e fora do alcance. Se você está querendo saber como evitar os perigos e permanecer livre de pirataria, mesmo quando você não pode ver claramente se o vendedor do software é legalizado ou não, aqui está o que você deve fazer:

Sempre procure por vendedores com reputação: a Internet tem sido sobrecarregada com fornecedores que oferecem grandes promoções e uma infinidade de produtos para você escolher. Caso você nunca tenha ouvido falar do site que você está visitando, provavelmente você deve procurar em outro lugar. Para sua sorte, a competição tem se tornado forte, e, portanto você não terá qualquer dificuldade em encontrar o que está procurando.

Identifique sites legítimos: semelhante à recomendação anterior, você deve prestar atenção para os sinais que destacam a segurança do site que você encontrou. Se houver o certificado de segurança adequado, na forma de um cadeado na barra de endereço, ou como um banner em algum lugar da pagina inicial do site, então você está seguro. Caso contrário, há algo suspeito e seria melhor que você tentasse localizar um fornecedor diferente.

HTTPS é a chave: a criptografia é sempre um bônus on-line! Essa é a razão porque você deve ficar de olho nas URL iniciadas com HTTPS, ao invés do HTTP. Essa única letra faz uma enorme diferença para a segurança que você adquire quando está utilizando um site em particular para comprar e compartilhar informações pessoais.  Então, como uma regra de ouro, HTTPS é a sua principal preocupação!

Seja realista: quando você já conhece o preço de um produto específico e você o encontra por um preço muito mais atraente, você deve se perguntar se isso é real. O preço não deve variar esse tanto, uma vez que a margem de lucro já é praticamente determinada. Então, se você encontrou ofertas muito baratas de softwares à venda, por preços que você nunca tinha imaginado ser possível, você deve ser crítico e pensar duas vezes antes de comprar!

Por que as pessoas pirateiam softwares?

É muito provável que logo após o lançamento dos primeiros computadores pessoais nas lojas, alguém já estava planejando uma maneira de adquirir um software de graça. De acordo com pesquisas feitas pela BSA (Business Software Alliance, o principal defensor da indústria global de softwares), 41% de todos os softwares, em computadores de todo o mundo, são piratas. É fato que a pirataria custa bilhões de dólares em faturamento para as empresas fabricantes dos softwares, fazendo com a pirataria seja uma grande preocupação para essas empresas.

Esta preocupação tem levado as fabricantes a tentar resolver o problema por meio de várias abordagens diferentes, com diferentes níveis de sucesso. Ainda nos primeiros anos de existência de softwares, as empresas já incluíam proteção contra cópia em seus produtos – antes mesmo de a Internet se tornar pública. Em alguns casos, isso consistia em algumas linhas de códigos na programação que tornava difícil a cópia dos dados de um meio para outro.

Assim que a Internet e a World Wide Web (www) entraram em cena, algumas empresas começaram a experimentar várias formas de gerenciamento de direitos digitais (DRM, do inglês digital rights management). Alguns sistemas de DRM fazem a verificação do software instalado ao exigir uma conexão entre o usuário e um servidor remoto contendo o aplicativo de DRM. A grande desvantagem desse método é que, se a empresa vier à falência ou decidir desligar o servidor, o software no seu computador ou dispositivo móvel passa subitamente a ser inútil, porque não há como verificar que você de fato o comprou.

Nem todas as estratégias de DRM são tão extremas. Mas, por sua própria natureza, o DRM coloca restrições no usuário. E porque nós estamos acostumados a sermos capazes de gerenciar nossos bens de qualquer maneira que achamos melhor, o DRM não é muito popular entre os consumidores. Por exemplo: nos Estados Unidos, se você comprou um livro, você tem o direito de vender a sua compra. Isso é parte da lei de direitos autorais dos EUA, e é chamada de doutrina de primeira venda. Contudo, as restrições do DRM geralmente dificultam esse processo, senão impossibilitam a venda de um software que você comprou e usou. Para os piratas, é muito mais fácil criar uma cópia de um programa que a de um livro ou revista.

Poderia softwares mais baratos ser a solução? Se o software não custasse tanto, as pessoas estariam mais dispostas a comprar a cópia original?

Economia e a pirataria de software

Caso os softwares fossem menos caros, será que as pessoas pirateariam menos? Talvez se os fatores econômicos fossem a causa primária por trás da pirataria, a diminuição dos preços poderia ser uma solução efetiva. Os fornecedores de software poderiam compensar a baixa margem de lucro ao aumentar o volume de vendas. Mas acontece que a situação não é tão simples assim.

Diversos especialistas, desde economistas a sociólogos e até mesmo psicólogos, examinaram as motivações por trás da pirataria de software. Não há uma explicação globalmente aceita para a pirataria de software. Contudo, especialistas de múltiplas disciplinas sugeriram alguns fatores que contribuem para a decisão de uma pessoa de roubar um software.

Vamos retirar o problema do dinheiro do caminho, primeiramente. É verdade que algumas pessoas vão roubar um software baseado em seu custo. Se o preço for maior do que a pessoa está disposta a pagar, essa pessoa pode piratear o software. Uma justificativa comum para este tipo de comportamento parece muito com isso: “A empresa do software é enorme e ganha bilhões de dólares. Uma peça roubada de software não iria fazer diferença para uma organização tão grande e lucrativa”. Em outras palavras, já que a vítima não consegue sentir o peso da perda, roubar dela não é errado.

Outra justificativa comum pesa o preço contra o valor percebido. O pirata pode pensar que o software é superfaturado. Isso não muda o fato de que o pirata quer acesso ao software. No entanto, ao invés de pagar o preço pedido pelo programa, o pirata o rouba. Na cabeça do pirata, a empresa é culpada por colocar o preço do software acima do valor que deveria ser. Mas será que o pirata pagaria por esse mesmo software se o preço fosse mais razoável?

Pesquisas sobre pirataria sugerem que muitos piratas de softwares roubam programas independentemente do preço pedido pelo software. O fator econômico oferece ao pirata um meio de justificar suas ações, mas isso não é um motivador real. Estudos sugerem que as pessoas vêem a propriedade digital de forma diferente da propriedade física. Elas não dão tanto valor para um software tanto quanto dariam para um objeto físico, como um carro, por exemplo.

Além disso, elas pensam que roubar um software não é a mesma coisa que afanar um objeto físico porque elas estão criando uma cópia do programa ao invés de simplesmente “pegá-lo”. É por perceberem o software como algo menos valioso que um objeto físico que o roubo de software não levanta tantas questões éticas como o jogo GTA (game sobre roubos, assaltos e assassinato).

Fatores culturais e a pirataria de software

Outros fatores a serem levados em consideração na pirataria de software são o social e o cultural. Os costumes sociais podem desempenhar um papel na decisão de piratear software. Estudos indicam que, se os membros de uma determinada cultura sentem uma distância social grande das pessoas com autoridade, elas talvez sejam mais propensas a se envolver em comportamentos como a pirataria de software. Isso poderia explicar porque países como a China são conhecidos pela pirataria de software – a distância entre o pirata e qualquer autoridade capaz de interferir nesse processo é gigante.

Uma vez que a pirataria de software é um problema internacional, é possível que a política também exerça um papel nesse assunto. De acordo com a BSA, os Estados Unidos experimentam níveis menores de pirataria do que as outras nações. Os EUA também produzem muitos dos softwares utilizados ao redor do mundo. Alguns cidadãos de outras nações podem pensar que é permitido roubar software porque é um produto de uma nação maior e mais rica, que já é uma potência dominante no mundo. Outros podem roubar softwares com um senso de orgulho nacional – caso sua cultura veja os Estados Unidos, por exemplo, como uma influência negativa, roubar desse país pode parecer uma coisa boa.

De modo geral, o computador cria uma “distância psicológica” entre o pirata e sua vítima. O computador parece agir como um filtro ético, e o ato de piratear não parece carregar quaisquer consequências. O pirata simplesmente não enxerga o perigo de suas ações e a probabilidade de ser pego é baixa.

A natureza da Internet também desempenha um papel importante na pirataria de softwares, pois ela torna o acesso ao software pirata muito mais fácil. A Internet também dá aos usuários um senso de anonimato, o que por sua vez pode reduzir o senso de responsabilidade de algumas pessoas. Quando é oferecida uma chance de pegar algo valioso por nada, com pequenos riscos de ser pego no ato, é fácil entender porque algumas pessoas vão piratear o software.

 O preço da pirataria

As empresas de software passam por uma situação difícil. Diminuir o preço de seus produtos pode aumentar as vendas e desencorajar a pirataria, mas isso não elimina o problema. Focalizar os esforços em construir a fidelidade do cliente e desenvolver um produto forte também pode ajudar a diminuir a quantidade de softwares pirateados. Muitos piratas afirmam que eles estão dispostos a pagar por produtos das empresas que eles confiam e admiram, mas como confiar em um pirata?

A pirataria de software é real e um problema recorrente para centenas de empresas. Ela parece ser uma dificuldade complexa com nenhuma causa específica, o que pode significar que não exista uma simples solução para o problema. Para resolver esse problema, precisamos mudar nossa percepção do valor, e não preço, do próprio software.

Conclusão: nunca arrisque a integridade do seu computador baixando softwares piratas

Apesar de muitas pessoas realizarem o compartilhamento e empréstimos de dados digitais, a pirataria de software é um problema sério que traz graves consequências e é ilegal. A pirataria pode até parecer um ato inocente, mas o desconto que você está conseguindo, ou o software gratuito que você está adquirindo por um amigo, é roubo e vai contra os termos de licenciamento de todas as empresas que produzem software.

Dessa maneira você faz com que o preço aumente para aqueles que realmente pagam por softwares legítimos, além de se colocar em perigo. Se o preço parece bom demais para ser verdade, ou você está considerando “compartilhar” seu software com amigos, talvez seja melhor você reconsiderar antes de fazê-lo.

As empresas de softwares não são as únicas entidades prejudicadas pela pirataria de softwares. Alguns hackers tiram vantagem da ganância das pessoas e da disposição de adquirirem softwares piratas ao fazer upload na Internet de cópias piratas falsas de programas populares, que na verdade escondem malwares prejudiciais. O suposto “pirata” faz o download do software, instala o mesmo e então libera o malware em seu computador. Essa é uma forma difícil de aprender a lição sobre pirataria.

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Da mesma forma, o crack do software pirata pode ser, na verdade, um malware mal disfarçado. Muitas pessoas pensam que ele é apenas um falso positivo relatado pelo antivírus, mas isso não é 100% verdade. Entre os principais danos que o malware causa, podemos citar: deixar o computador mais lento, danificar e corromper seus arquivos, enviar as suas informações pessoais para estranhos, e por aí vai. E isso inclui o número de seu cartão de crédito e conta bancária, senhas e listas de endereço e e-mail, entre outras informações que podem ser imediatamente exploradas por ladrões de identidade.

Outro risco da utilização de softwares piratas é que o programa pode até mesmo não funcionar. A maioria das empresas de softwares implementaram maneiras de verificar o seu registro – o programa pode até funcionar por um tempo, mas o mesmo recebe uma atualização em algum momento que o torna inutilizável até que você faça a compra do produto.

Como você pode ver, existem vários perigos envolvidos por trás da pirataria de softwares, de modo que você precisa ser um pouco mais crítico com suas compras. Apesar da economia de dinheiro ser sempre um fator motivador para os compradores, ele não deve ser a única variável a se levar em conta.

Então, além dos riscos financeiros (e na pior das hipóteses multas altas e possivelmente um tempo na cadeia), mesmo que você não seja pego você corre o risco de estragar seu computador e perder todos os dados que há nele. Ademais, com os softwares piratas você fica somente com versões desatualizadas dos programas que você usa, o que significa que você não possui o software que deseja nem quando você escolhe utilizar programas piratas.

Estar seguro e prevenir muitos outros problemas graves de segurança deve ser a sua maior prioridade! Então, não se deixe levar pela falsa vantagem do compartilhamento de dados e pirataria, e mantenha a decisão de tomar todas as precauções necessárias que irão lhe oferecer paz de espírito.

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